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GRI EN22

Peso total de resíduos, por tipo e método de disposição+ Índice remissivo GRI

GRI EN24

Peso de resíduos transportados, importados, exportados ou tratados considerados perigosos nos termos da Convenção da Basileia – Anexos I, II, III e VIII, e percentual de carregamentos de resíduos transportados internacionalmente+ Índice remissivo GRI

Gerenciamento de resíduos

A operação da Odebrecht Agroindustrial produz baixa quantidade de resíduos, sendo grande parte reutilizada como insumo, a exemplo do que ocorre com a vinhaça. Obtida depois das etapas de moagem e de purificação do caldo de cana, a vinhaça é rica em nitrogênio, potássio, enxofre e cálcio. Após o processamento, o líquido é devolvido ao solo, repondo a umidade e os nutrientes necessários ao cultivo de cana-de-açúcar, e diminuindo a utilização de água e de fertilizantes.

A Empresa realiza a colheita da cana-de-açúcar de modo mecanizado. Nesse processo, parte da palha da cana é deixada no campo, para que se decomponha em matéria orgânica, servindo como fertilizante para o solo. A palha também contribui para controlar ervas daninhas, combater erosão eólica e hídrica, minimizar a compactação de solo e auxiliar o desenvolvimento da cana-de-açúcar.

A fertirrigação é feita com base nos Planos de Aplicação de Vinhaça (PAVs). Todas as Unidades Agroindustriais seguem o modelo proposto pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), conforme previsto em lei. O controle envolve a aplicação ponderada desses subprodutos e o monitoramento permanente, tendo por norte as carências de cada tipo de solo.

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Além disso, a Odebrecht Agroindustrial mantém sistemas de coleta seletiva e logística reversa, implantados em todas as Unidades. Promove campanhas que permitem a reutilização e reciclagem de materiais, como copos plásticos e papéis, além de estimular a adoção de medidas sustentáveis e adequadas por parte de seus Integrantes. Para os resíduos orgânicos, são realizados programas de compostagem. Pratica ainda, a logística reversa com materiais como pneus, máquinas e baterias, como modo de evitar o descarte inadequado desses itens. Dessa forma, das 5.090,54 toneladas de resíduos não perigosos gerados no ano-safra – 42,3% mais que no período anterior (3.577,85 toneladas) – o montante destinado a aterros sanitários foi de 1.150,40 toneladas.

Já os resíduos perigosos, como óleo usado e lâmpadas, contabilizaram 2.100 toneladas, montante 47,5% acima do período anterior (1.424 toneladas). Essa variação foi diretamente proporcional ao aumento da manutenção automotiva, reflexo da maior frota de veículos utilizada pelo incremento da produção, assim como do acréscimo no consumo de agroquímicos, roupas de aplicação de herbicida, tambores de óleo e baterias. Esses resíduos são 100% tratados externamente e o transporte ao destino final é realizado por parceiros devidamente licenciados para essa atividade. A contratação das empresas passa por vistoria prévia, que analisa se as conformidades ambientais e de segurança são cumpridas com o rigor exigido pela Odebrecht Agroindustrial, assim como verifica a existência das documentações necessárias ao exercício da atividade.

A Empresa segue com metas progressivas de diminuição de resíduos, seja dos materiais enviados para aterros, seja dos resíduos perigosos, que são destruídos por meio de incineração ou processados em fornos de cimento.

Tipos de resíduos perigosos
Tipos de resíduos Toneladas
Óleo usado 527,45
Material contaminado 1.317,29
Lâmpadas 3,50
Resíduos de saúde 0,36
Embalagens tríplices lavadas de defensivos agrícolas 86,47
Pilhas e baterias (incluindo automotivas) 40,85
Roupas e aplicação de herbicidas 60,11
Tambores contaminados 63,31
Equipamentos eletrônicos 0,70
Total 2.100,04
Tipos de resíduos gerados, em toneladas
Resíduos perigosos (Classe I) Destinação
Total Reciclagem Recuperação Incineração Coprocessamento Reutilização
Polo São Paulo
Alcídia 134,37 68,74 28,45 37,18
Conquista do Pontal 213,06 50,06 79,66 0,04 83,30
Polo Eldorado
Eldorado 163,78 16,44 43,50 103,84
Polo Santa Luzia
Santa Luzia 179,63 7,27 63,61 108,75
Polo Goiás
Rio Claro 432,39 59,64 105,31 0,13 267,31
Polo Araguaia
Morro Vermelho 256,32 7,50 52,73 0,09 196,0
Água Emendada 205,37 15,06 18,13 0,04 172,14
Polo Taquari
Alto Taquari 218,38 6,74 64,23 0,06 142,44 4,91
Costa Rica 296,74 8,23 71,83 206,33 10,35
Total 2.100,04  239,68  527,27  0,36  1.317,29  15,26 
Resíduos não perigosos (Classe II) Destinação
Total Reciclagem Recuperação Incineração Coprocessamento Reutilização
Polo São Paulo
Alcídia 370,30 314,52 42,50 13,28
Conquista do Pontal 638,16 572,86 52,24 13,06
Polo Eldorado
Eldorado 540,18 368,88 137,15 34,15
Polo Santa Luzia
Santa Luzia 694,64 532,64 126,06 35,94
Polo Goiás
Rio Claro 781,35 651,86 67,12 1,82 60,55
Polo Araguaia
Morro Vermelho 469,57 261,16 116,79 91,62
Água Emendada 403,83 219,98 95,61 88,24
Polo Taquari
Alto Taquari 599,60 264,44 313,03 22,13
Costa Rica 592,91 347,45 199,90 45,56
Total 5.090,54  3.533,79  1.150,40 1,82 378,19  26,34

A Empresa utiliza a Tecnocalda, solução que consiste na preparação da calda de defensivos agrícolas nas Unidades Agroindustriais, em local apropriado e automatizado. A iniciativa une práticas de higiene e saúde ocupacional adequadas aos Integrantes envolvidos na preparação da calda, incluindo local próprio para o asseio pessoal após manuseio de produtos químicos; segurança na estocagem de material; controle sobre as embalagens vazias; e segurança na preparação da mistura, realizada de maneira automatizada, sem que haja exposição do operador aos produtos.

Toda a água utilizada no processo é recuperada e reutilizada, não havendo descarte para o meio ambiente. A tecnologia já é realidade em todas as Unidades Agroindustriais da Empresa.