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GRI 2.8

Porte da Organização+ Índice remissivo GRI

GRI EC1

Valor econômico direto gerado e distribuído+ Índice remissivo GRI

Desempenho financeiro

RESULTADOS

A receita bruta totalizou R$ 3,0 bilhões, crescimento de 28,8% na comparação com a safra anterior. O desempenho reflete, principalmente, o maior volume produzido durante o ano-safra 2013-2014, em relação a 2012-2013, de etanol (14,8%), açúcar (36,4%) e energia elétrica (56,8%), bem como melhores preços obtidos nas vendas de etanol, com evolução média de 7,7% sobre a safra anterior. A estratégia de maximizar a venda de etanol anidro, que possui margem mais atrativa em relação ao etanol hidratado, contribuiu para a evolução do preço médio. Na safra2013-2014, o etanol anidro representou 29% da produção total de etanol ante 23% na safra anterior.

O custo dos produtos vendidos evoluiu 22,4%, principalmente em função do crescimento observado nos volumes de venda em relação à safra anterior sendo: etanol (16,9%), açúcar (39,2%) e energia elétrica (83,7%), decorrentes da moagem de cana-de-açúcar que foi 19,1% superior à safra 2012-2013.

A geração de caixa, expressa pelo EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 2.645,0 milhões, em comparação a R$ 450 milhões na safra 2012-2013. O EBITDA foi impactado pela venda dos ativos de cogeração de energia à Odebrecht Energia Renovável que gerou ganho de capital bruto de R$ 2,0 bilhões. Vale destacar que, mesmo desconsiderando-se o efeito da venda dos ativos de cogeração de energia, o EBITDA apresentou crescimento de 35,1% em relação à safra anterior.

O resultado final foi um lucro líquido de R$ 12,4 milhões, ante um prejuízo de R$ 1,2 bilhão na safra anterior. Assim como o EBITDA, o resultado da safra foi impactado pelo ganho de capital líquido (após impostos), originado da venda dos ativos de cogeração de energia, de R$ 1,8 bilhão.

No encerramento da safra 2013-2014, a dívida líquida totalizava R$ 11,3 bilhões, ante R$ 10,0 bilhões em 31 de março de 2013 refletindo ainda novas captações, em decorrência de dois fatores: continuidade dos investimentos em plantio (expansão e renovação de canaviais) e nos ativos industriais e efeito de variação cambial sobre o endividamento em moeda estrangeira, que representava cerca de 10% do total da dívida no encerramento da safra 2013-2014.

VALOR ADICIONADO

O valor adicionado somou R$ 2.919 milhões, acréscimo de 233,4% sobre a safra anterior, evolução influenciada pela venda de ativos de cogeração de energia. O valor adicionado representa a riqueza gerada pela Empresa e como ela é distribuída entre Integrantes, Acionistas, financiadores de capital, governo e sociedade. O valor reflete a diferença entre a receita bruta da venda de produtos e serviços e os custos de insumos e serviços adquiridos de terceiros, deduzindo também depreciação e amortização.

Demonstração do Valor Adicionado – R$ mil
2010-11 2011-12 2012-2013 2013-2014 Variação
Vendas de mercadorias, produtos e serviços (1) 1.084.404 1.741.081 2.295.562 2.842.853 23,84%
Ganho de capital bruto na venda dos ativos de cogeração de energia 2.036.361
Insumos adquiridos de terceiros -277.205 -463.138 -773.537 -972.536 25,73%
Valor adicionado bruto 807.199  1.277.943  1.522.025  3.906.680  156,68%
Depreciação, amortização e exaustão -233.779 -419.256 -842.455 -1.186.069 40,79%
Valor adicionado líquido 573.420  858.688  679.570  2.720.611  300,34%
Valor adicionado recebido em transferência 94.902 135.843 195.831 197.912 1,06%
Valor adicionado total a distribuir 668.322 994.530 875.401 2.918.522 233,39%
Distribuição do valor adicionado
Pessoal e encargos 405.233 567.003 684.879 838.297 22,40%
Governo e sociedade (impostos, taxas e contribuições) 166.046 304.086 224.659 407.015 81,17%
Financiadores (juros e aluguéis) 435.960 916.493 1.275.050 1.598.218 25,35%
Lucro (prejuízo) do exercício -325.363 -753.403 -1.241.295 62.442 105,03%
Participação dos não controladores -13.555 -39.648 -67.892 12.350 118,19%

(1) Não considera valor justo dos ativos biológicos