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Pesquisa e Desenvolvimento

Entre as ações de P&D desenvolvidas durante a safa 2013-2014, destacou-se o acordo inédito para a implantação de polos de melhoramento genético da cana-de-açúcar nas Unidades Rio Claro e Morro Vermelho, ambas em Goiás, celebrado com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). O objetivo é desenvolver variedades específicas para as regiões, que possuem condições climáticas peculiares, diferentes das áreas em que a cana-de-açúcar já é uma cultura consolidada.

A parceria prevê a introdução de campos experimentais com 25 hectares cada, nas duas Unidades. Cada um receberá 400 clones com um conjunto de materiais genéticos pré-selecionados. A Unidade Morro Vermelho receberá ainda um campo para organismos geneticamente modificados para a realização de estudos agronômicos de cana transgênica, um importante diferencial em termos de evolução em pesquisa de cana-de-açúcar visando à busca de ganhos de produtividade e sustentabilidade.

Atualmente, a Odebrecht Agroindustrial cultiva mais de 80 variedades da cana-de-açúcar, sendo que na safra 2013-2014 apenas seis delas representaram 83% dos canaviais, condição explicada pelo desafio de rápida expansão das áreas para o suprimento de matéria-prima para as Unidades Agroindustriais associadas à falta de cultivares disponíveis nas regiões de plantio.

Também é relevante a parceria para o desenvolvimento de novas técnicas de plantio utilizando mudas pré-brotadas. A expectativa é que o experimento, adotado de forma pioneira na Unidade Rio Claro (GO), permita acelerar a diversificação do censo varietal e produzir mudas livres de doenças.

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Etanol celulósico

Outra frente de pesquisa que avançou na safra foi o projeto para a produção de etanol celulósico, que é o etanol de segunda geração, ou 2G. A iniciativa está sendo realizada pela Odebrecht Agroindustrial em parceria com uma companhia dinamarquesa. O objetivo é produzir combustível a partir de materiais que contenham celulose, como o resultado do processamento da biomassa da cana: o bagaço e a palha. A nova tecnologia, quando concluída, trará ganhos expressivos à produção de etanol, em relação ao etanol de 1ª geração.

Durante a safra foi concluída a segunda etapa dos testes para comprovar a viabilidade da tecnologia escolhida para produzir o biocombustível de segunda geração. A Empresa enviou amostras de bagaço de cana de suas usinas à Dinamarca, para a planta de demonstração já montada.

Alguns ajustes foram feitos para essa última etapa de testes. Se for confirmada a competitividade do processo, a Odebrecht Agroindustrial prevê que a partir de 2016 será possível colocar em operação sua primeira usina de etanol celulósico em escala comercial no Brasil.

A planta também será integrada a uma usina de primeira geração e terá capacidade de aproximadamente 80 milhões de litros de etanol celulósico por ano. A medida deve aumentar em torno de 30% a produção do biocombustível da Empresa, com o uso do bagaço e da palha da cana, aumentando a produtividade ao passo que extrai mais etanol a partir da mesma quantidade de biomassa.

Quando a fase de testes for concluída, terá demandado aportes de R$ 8 milhões, com recursos da Finep, via Programa de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), do BNDES.

Após a validação da tecnologia, deverá ser formatado um projeto de viabilidade econômica. Para formalizar a continuidade da sociedade com a Empresa na implantação e gestão da tecnologia.

Bioenergia

Na área de bioenergia, foi realizado um projeto-piloto na Unidade Costa Rica (MS) para o enfardamento de palha no campo. A ideia é ampliar a disponibilidade dessa biomassa como combustível para queima nas caldeiras, maximizando a eficiência energética. Desde 2012-2013, a Empresa mantém um programa de separação e recuperação da palha da cana a seco instalado em três Unidades: Alto Taquari (MT), Conquista do Pontal (SP) e Santa Luzia (MS).

A diferença é que a metodologia de enfardamento irá permitir recolher com eficiência e mobilidade grandes quantidades de palha que, normalmente, eram deixadas em pontos distantes do campo. Os fardos, que pesam em média de 450 a 500 quilos, podem ser utilizados para a geração de bioeletricidade ou, no futuro, para produzir etanol 2G.

Parceria com a Fapesp

Entre os projetos mantidos em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), destacam-se:

  • Técnicas de mineração de dados aplicadas à análise e à previsão da produtividade da cana-de-açúcar. Parceria entre a Odebrecht Agroindustrial e a Unicamp;
  • Produtividade de água em biomassa e energia para variedades de cana-de-açúcar em função da disponibilidade hídrica no solo: experimentação e simulação. Parceria entre a Odebrecht Agroindustrial e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ – USP);
  • Metodologia para utilização de Vant (veículo aéreo não tripulado) no monitoramento de cana-de-açúcar para fins de agricultura de precisão. Parceria entre a Odebrecht Agroindustrial e a Unicamp.